A Primeira Marcha Internacional contra o Estigma, a Discriminação e a Homofobia será realizada no próximo dia 2 de agosto, na Cidade do México. Sociedade civil e autoridades de saúde pretendem chamar a atenção para essa prática, que obstaculiza os trabalhos de prevenção e tratamento dirigidos às pessoas afetadas pelo HIV/Aids.
O evento, que será liderado pelo diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para a Aids (ONU/Aids), Peter Piot, começa às 11h no Monumento da Independência e segue em direção à Praça da Constituição, onde haverá apresentações culturais. A organização espera pelo menos 20 mil pessoas procedentes de todo o mundo.
A marcha faz parte das atividades que serão realizadas durante a XVII Conferência Internacional sobre a Aids, de 3 a 8 de agosto, no México. Esta será a primeira vez que a Conferência vai ocorrer em um país latino-americano. Nesta edição, um dos principais temas abordados será o relacionamento de homossexuais e o universo relacionado à AIDS, como prevenção e tratamento.
Além da homofobia, a marcha pretende também denunciar a existência de mais de 80 países que ainda possuem leis que criminalizam as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo. Na América Latina, a maioria dos países já não tem mais esses tipos de lei, com exceção apenas do Panamá.
Dados do Centro Nacional de Prevenção e Controle do HIV/Aids (Censida - sigla em espanhol) apontam que, no México, de 1983 a 31 de março de 2008, foram registrados 118.624 casos; 96% desses foram originados por relações sexuais. Um estudo da Universidade John Hopkins revelou que os homens mexicanos com práticas homossexuais são 109 vezes mais propensos a adquirir a infecção.
Segundo a Comissão Cidadã contra Crimes de Ódio por Homofobia, de 1995 a 2004, foram registrados 332 assassinatos no México relacionados ao preconceito contra homossexuais. Do total, 317 são homens e 15 são mulheres, com idades entre 21 a 30 anos. O Distrito Federal lidera o número de homicídios com 137 casos. Depois, vem o Estado de México com 67, Veracruz com 39, Michoacán com 16 e Yucatán com 13.
Fonte: Agência Adital
domingo, 20 de julho de 2008
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